Comparar-se com os outros é um hábito familiar para quase todos. Isso se intensifica especialmente durante a gravidez ou após o nascimento de um filho. Parece que outras mães lidam melhor com a situação, parecem mais calmas, conseguem fazer mais coisas e ainda assim permanecem bem-sucedidas no trabalho e na vida. Nessas horas, é fácil perder a confiança em si mesma e começar a duvidar das próprias decisões.

A comparação com os outros muitas vezes surge sem que percebamos. Uma postagem em redes sociais, uma história de uma amiga, um resultado positivo no trabalho de outra pessoa – e de repente surge a sensação de que há algo errado com você. Isso torna o estado emocional tenso, a alegria pelas pequenas conquistas desaparece, e a autoestima diminui gradualmente.

De acordo com pesquisas, essa reação entre as mães não é rara: por exemplo, em uma pesquisa, quase três quartos das mães (72,5%) admitiram que se comparam a outras mães nas redes sociais.

Nos comparamos com os outros

Por que nos comparamos com os outros: razões profundas

O hábito de se comparar é algo que adquirimos desde a infância. É importante para as pessoas entender seu lugar entre as outras, se orientar pelos outros e aprender por meio da observação. Na vida cotidiana, isso ajuda a se adaptar, adquirir experiência e progredir. No entanto, em momentos de vulnerabilidade, como durante a gravidez ou nos primeiros anos da maternidade, a comparação começa a trabalhar contra nós.

Ao se comparar com os outros, muitas vezes a pessoa se baseia não em dados reais, mas em fragmentos isolados da vida alheia. Vemos o resultado, mas não sabemos quanto tempo, esforço e dúvidas internas estiveram por trás disso. Ao mesmo tempo, nossos próprios esforços são desvalorizados, pois parecem insuficientes.

A ambiente social desempenha um papel adicional. Trabalho, expectativas de parentes, histórias de outras mães que já percorreram esse caminho criam uma sensação de competição constante. Parece ser necessário ter sucesso em tudo ao mesmo tempo: parecer bem, dedicar-se ao desenvolvimento da criança, dar conta das tarefas e ainda manter a calma. Na realidade, a maioria das pessoas acha difícil suportar tal carga sem cansaço e exaustão emocional.

Por que nos comparamos com os outros: motivos profundos

Comparar-se constantemente aos outros tem um impacto direto na autoestima. Quando o foco está nos sucessos alheios, nossas próprias conquistas deixam de ser vistas como significativas. Mesmo que muitas coisas úteis tenham sido feitas durante o dia, a nossa voz interior pode depreciar os esforços e aumentar o sentimento de insatisfação pessoal. Com o tempo, uma comparação normal pode facilmente se tornar uma comparação tóxica – quando, em vez de inspirar, drena constantemente a confiança e as forças.

Com o tempo, isso se manifesta em estados específicos:

  • surgem sentimentos de que qualquer esforço não traz resultados;
  • parece que o desenvolvimento estagnou, apesar do tempo investido;
  • o cansaço e a irritação aumentam;
  • a motivação para continuar fazendo qualquer coisa diminui;
  • há um sentimento de que nada está dando certo como se gostaria.

Para as mães e grávidas, esse estado é especialmente sensível. O período da maternidade está associado a grandes mudanças na vida, e nesse momento é importante apoiar-se, em vez de intensificar a autocrítica. Comparar-se com os outros impede de enxergar o próprio caminho, perceber as realizações reais e manter um estado emocional estável.

Redes sociais e comparação: por que nos parece que os outros estão melhores

A sensação de que os outros vivem melhor e com mais sucesso está relacionada ao fato de que vemos apenas o lado externo da vida deles. Nas redes sociais e conversas, raramente se fala sobre dificuldades, medos e dúvidas. Com mais frequência, mostram-se resultados – sorrisos, conquistas, momentos bonitos.

É natural para uma pessoa comparar seu dia normal com o melhor momento de outra pessoa. Isso cria a ilusão de que os outros não têm problemas e que os sucessos são facilmente alcançados. Na verdade, por trás de cada resultado há anos de experiência, tentativas e erros, que simplesmente desconhecemos.

Como a comparação com os outros atrapalha a vida

Como a comparação com os outros impede de viver sua própria vida

Quando a comparação com os outros se torna um hábito, começa a consumir muita energia. Em vez de viver a própria vida e perceber o que está acontecendo aqui e agora, a atenção se volta constantemente para os sucessos dos outros. Como resultado, perde-se a sensação de apoio em si mesmo, e o estado interno se torna instável.

Muitas vezes, a motivação desaparece devido à comparação. Parece que todos os esforços são inúteis, porque o resultado de alguém sempre é melhor. Dia após dia, uma pessoa pode fazer muitas coisas úteis, mas não sente satisfação. Isso é especialmente difícil durante o período da maternidade, quando há menos energia do que antes, e a necessidade de apoio é maior.

Como parar de se comparar com os outros: primeiro passo

Para parar de se comparar constantemente com os outros, é importante primeiro perceber esse processo. Muitos começam a comparar automaticamente, sem nem perceber. O pensamento surge rapidamente: viu o sucesso dos outros – sentiu dúvidas sobre si mesma. Este momento é o primeiro passo, que pode ser trabalhado.

Quando você começa a se pegar comparando-se, é útil fazer uma pergunta simples: o que eu estou sentindo agora e por quê. Essa atenção a si mesmo ajuda a trazer o foco de volta dos outros para o próprio estado e necessidades. Com o tempo, isso reduz a intensidade da reação e dá a sensação de controle.

Como se concentrar em suas conquistas: técnicas práticas

Uma das maneiras mais eficazes é redirecionar a atenção para seus próprios objetivos. É importante não refletir abstratamente sobre como você deseja viver, mas responder honestamente à pergunta sobre o que você quer exatamente agora, neste período da vida. Para as mães e grávidas, os objetivos podem ser pequenos e simples, mas ainda assim têm importância e ajudam a trazer de volta a sensação de apoio.

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Na prática, os seguintes passos funcionam bem:

  • formular seus próprios objetivos para o futuro próximo, sem se comparar com outras pessoas;
  • registre suas conquistas, mesmo as menores, em anotações ou em um diário;
  • anote o resultado de cada dia para ver o progresso real;
  • limite o fluxo de informações que intensifica a comparação e reduz a motivação.

Uma técnica da TCC que ajuda separadamente é a reestruturação cognitiva. O ponto é capturar o pensamento automático (por exemplo: “os outros se saem melhor, isso significa que sou uma mãe ruim”), verificar os fatos e substituí-lo por algo mais realista (por exemplo: “está difícil para mim agora, mas estou fazendo o suficiente para o meu estágio e recursos”). Um formato conveniente é o “diário de pensamentos” curto: situação → pensamento → emoção → evidências a favor/contra → conclusão mais equilibrada. 

Com o tempo, essas ações ajudam a perceber a si mesmo e a vida de maneira diferente. Quando a atenção volta para a própria experiência, torna-se mais fácil ver suas conquistas, sentir confiança e manter o equilíbrio interno mesmo quando há exemplos mais bem-sucedidos ao seu redor. A questão não é nunca notar os resultados dos outros, mas sim valorizar as conquistas – as suas, verdadeiras, que correspondem exatamente ao seu período de vida.

Como aumentar a autoestima

Fortalecimento da autoestima: como parar de depender do sucesso dos outros

A autoestima está diretamente ligada a quão frequentemente uma pessoa se compara com os outros. Quando o apoio interno é fraco, qualquer conquista alheia é percebida como confirmação da própria incapacidade. Trabalhar a autoestima ajuda a mudar gradualmente essa percepção.

É útil lembrar com frequência que cada pessoa tem seu próprio caminho, experiência e condições de vida. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Isso é especialmente importante para as mães, já que a maternidade muda bastante o ritmo de vida e as prioridades. E sim, às vezes é normal sentir inveja do sucesso dos outros – não é um sentimento ruim, mas um sinal de que você valoriza apoio, descanso, reconhecimento ou suas próprias metas. A inveja pode ser abordada com cuidado: percebê-la, nomeá-la e transformá-la em um pedido compreensível para si mesmo.

Quando procurar ajuda psicológica: sinais de alerta

Às vezes, a comparação com os outros se torna tão constante que lidar com isso sozinho é difícil. Se o sentimento de insatisfação e ansiedade persiste por muito tempo e o estado não melhora, faz sentido procurar um psicólogo.

Trabalhar com um psicólogo ajuda a entender melhor as razões das comparações, lidar com as expectativas internas e aprender a reagir de maneira diferente aos sucessos dos outros. Essa experiência muitas vezes oferece um resultado duradouro e ajuda a se sentir mais confiante.

Perguntas frequentes sobre comparar-se com os outros

Por que sinto inveja quando me comparo com os outros? 

A inveja surge quando parece que outros têm aquilo que falta neste momento. Durante a gravidez e a maternidade, esses sentimentos se intensificam devido ao cansaço e à alta carga emocional.

É normal sentir inveja de outras mães?

Sim, isso é um sentimento comum que muitas mães enfrentam. É importante reconhecer a inveja com calma e não se culpar por isso.

Existem regras que ajudam a se comparar menos com os outros?

Sim, as regras simples incluem limitar o conteúdo que intensifica a comparação e focar nos próprios objetivos. Esses passos ajudam a reduzir gradualmente a tensão e fortalecer a autoestima.

O que fazer se a inveja surgir constantemente?

Se a inveja surge frequentemente e afeta o bem-estar, é importante reduzir o stress e reavaliar as expectativas sobre si mesmo. Em alguns casos, o apoio de um especialista pode ser útil.

Conclusão

Deixar de se comparar com os outros é um processo que requer tempo e atenção consigo mesmo. É importante lembrar que sua vida não precisa seguir o roteiro dos outros. Cada pessoa tem seu próprio ritmo, seus objetivos e suas conquistas.

Quando o foco retorna para si mesma, surge mais tranquilidade, força e alegria nas pequenas coisas do dia a dia. Isso é especialmente valioso durante a gravidez e a maternidade, quando o apoio e o cuidado consigo mesma tornam-se a base do equilíbrio interno. Se desejar comparar-se menos com os outros e valorizar mais suas conquistas – comece com um pequeno apoio aqui e agora. No MomsLab há práticas para resiliência emocional, recomendações cuidadosas para grávidas e mães, além de passos claros que ajudam a reencontrar seu próprio suporte sem culpa. Acesse o site e escolha o formato que se adapta ao seu ritmo.